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PSOL perde importantes lideranças em meio a disputa pelos rumos do partido

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), fundado em 2004 a partir da saída de militantes e dirigentes do Partido dos Trabalhadores para construir uma alternativa à esquerda e crítica à institucionalização do PT, vive um momento difícil em sua curta e combativa história.

Em meio às tensões eleitorais, potencializadas pela polarização política entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL,) o partido socialista vê importantes lideranças deixando a legenda. O debate sobre ter ou não ter candidatura própria à presidência da república é o epicentro das discussões.

Para critério de análise, só no último período deixaram as fileiras do PSOL o ex-deputado Federal Jean Wyllys, o ex-vereador Brizola Neto e o suplente de deputado e importante liderança política Douglas Belchior que foram para o PT. Já o deputado Federal Marcelo Freixo, e o também deputado federal David Miranda, fizeram uma guinada mais ao centro, indo para o PSB e o PDT respectivamente.

Além das lideranças nacionais e parlamentares, o partido também tem sofrido com a saída de lideranças locais e regionais, que tem se deslocado para outros partidos no campo da esquerda.

As motivações para os rompimentos são diversas e antagônicas. Algumas das lideranças alegam a saída do partido para fortalecer as fileiras do PT como centro aglutinador e partido que lidera a oposição de esquerda ao Governo Bolsonaro. Do outro lado, são aqueles que justamente avaliam que o PSOL está capitulando ao petismo, algo que destoa do projeto inicial da legenda.

O Nordeste 360 conversou com a dirigente e militante do PSOL em Mossoró,  ex-vereadora e professora aposentada da UERN Telma Gurgel, que falou um pouco sobre a situação vivida pelo partido e os debates internos sobre o lançamento de candidatura própria à presidência. Ela lamentou as saídas dos quadros do partido.

“Primeiramente é preciso compreender que a decisão de sair de um partido é, antes de tudo, individual. Ela reflete as análises, perspectivas, avaliações e posicionamentos do sujeito em meio à conjuntura política. Enquanto partido, foi ruim para o PSOL, não apenas sobre o ponto de vista quantitativo no parlamento, mas também sobre o papel dessas lideranças no partido”, comentou.

Telma também destacou que a conjuntura de polarização política tem desafiado os partidos a se reorganizarem e que neste contexto o PSOL foi impactado pelas mudanças. Ela ressalta que em Mossoró a legenda não sofreu muitas baixas. “Para o PSOL não foi bom, mas esperamos em breve recompor nossa bancada e fortalecer o partido nacionalmente. Em Mossoró ainda não tivemos muita repercussão sobre saídas e entradas em meio à conjuntura”, concluiu.

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