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Protestos de ontem (12) foram um fiasco em todo o Brasil. Mossoró não registrou mobilizações

Os protestos de ontem (12), basicamente convocados por setores da direita que romperam com o Presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em especial o Movimento Brasil Livre (MBL), foram um fiasco em todo o Brasil. Com um baixo número de participantes e sem a credibilidade esperada, as manifestações da “direita arrependida” refletem a intensidade da polarização social no Brasil e o total desespero para criação de uma “terceira via”eleitoral.

Diferente do que foi reproduzido por setores da imprensa bolsonarista, o fiasco das manifestações do dia 12 nem representa uma vitória do Presidente, muito menos uma derrota para o campo da esquerda, que vem se organizando majoritariamente entorno do nome do ex-presidente Lula para a disputa em 2022.

PT e PSOL deliberaram em suas instâncias por não convocar e nem incentivar a participação da militância nos atos da direita neste domingo.  A leitura desses dois partidos é que os setores que romperam com o bolsonarismo seguem aplicando no congresso nacional e defendendo a mesma política neoliberal e entreguista aplicada pelo governo do neofascista Jair Bolsonaro.

Em Mossoró, setores ligados à política tradicional até ensaiaram uma mobilização, mas o protesto não chegou a acontecer. 

O fracasso dos protestos do MBL reflete primeiramente a falta de credibilidade e base social do grupo, que outrora apoiou Jair Bolsonaro e segue defendendo pautas muitos semelhantes às do atual presidente, mas também reforça que no próximo período deverá ser intensificada a polarização social entre os que apoiam o Governo e os que defendem uma alternativa concreta ao caos bolsonarista. 

O que pensa o Portal Nordeste 360?

Qualquer setor que deseja lutar contra o Presidente Jair Bolsonaro e suas ações de cunho fascista tem todo direito de fazê-lo e deve ser estimulado a isso. A sociedade brasileira é complexa e formada por diferentes agrupamentos políticos, que ora divergem, ora concordam entre si.

Isso não significa, porém, que os setores populares e de esquerda, que estão no extremo oposto de Bolsonaro devem compor quórum para tais manifestações. As pressões para que a esquerda estivesse nas ruas ao lado do MBL nada mais são do que pressões da própria direita arrependida em busca de legitimidade.  

Se a “direita anti-bolosnarista” quer o impeachment do Presidente que vá à luta pelas suas próprias pernas ou que passe a compor os massivos e relevantes atos convocados pela esquerda. Se ela deseja isso, que componha, no parlamento, uma unidade pela derrubada do capitão. Se ela de fato discorda de Bolsonaro, que apresente um programa que minimamente se diferencie do dele.

 

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