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Minha Opinião – Feliz Natal aos 13,5 milhões de brasileiro(a)s desempregado(a)s

Por Lemuel Rodrigues

Não é fácil conviver com a hipocrisia da sociedade capitalista, da burguesia arrogante, dos cristãos anticristo e dos malvados propagadores de um discurso enganador de que existe um Papai Noel que percorre as casas distribuindo presentes para as crianças, tudo isso em nome do mercado, do lucro, fruto da ganância do homem.

Lendo os dados do IBGE sobre a taxa de desemprego no Brasil nos últimos anos, em especial 2021, quatro anos após a maldita contrarreforma trabalhista fiquei refletindo sobre as famílias com quem me deparo todos os dias nos semáforos de Mossoró, são mulheres, homens e crianças e o que tem me chamado atenção é a quantidade de pessoas com perfil diferente dos antigos pedintes, esses novos sujeitos são ambulantes, artistas e até os que pedem para ajudar no pagamento da compra de material escolar, fardamentos, boleto de faculdade, taxas de água, luz e outras despesas domésticas, se utilizam de cartazes justificando suas presenças ali no meio da rua na condição de pedintes, são pessoas desempregadas, dependentes químicos, imigrantes, muitas delas com profissões definidas como artistas que vemos se apresentando para ganhar uma moeda, mas que não são acolhidas pelo mercado, talvez porque não atendam ao perfil exigido.

Me fez retornar à memória uma frase da letra da música “Esmola” da banda mineira Skank gravada nos anos de 1990, que diz, “uma esmola pelo amor de Deus, uma esmola, meu, por caridade”.

A esmola é o retrato de uma país que privilegia e reforça os privilégios de classe, que perpetua e aprofunda o abismo social existente e que prioriza a concentração de renda nas mãos de poucos em detrimento de políticas públicas sociais inclusivas.

Dói muito ver famílias inteiras se destruindo por falta de emprego, é revoltante constatar a falta de empatia de parte da classe política, empresarial e até de setores da sociedade que só enxergam essas pessoas em período natalino, isso porque durante todo o ano são invisíveis aos olhos da sociedade e do poder público, exceto pequeno percentual de pessoas que por iniciativa própria tentam amenizar o sofrimento dos que vivem em situação de rua ou que esmolam nos semáforos da vida.

Como desejar e ter um feliz natal, usufruir de uma ceia recheada de bons alimentos e bebidas refinadas, sorrir, dançar, soltar fogos, dar e ganhar presentes, quando não muito longe temos milhões de pessoas que sequer terão o que comer, quanto mais receber a visita de Papai Noel e mesmo que apareça algumas boas almas para doar alguma ceia natalina, isso será apenas uma noite e as outras 364?

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1 COMENTÁRIO

  1. Boa noite professor Lemuel. Essa politica social inclusiva que, tanto deve ser praticada não está na visão e no entendimento do burguês capitalista.
    É ilusório acreditar que, a arrogante elite burguesa vai apoiar projetos de melhorias populacionais para benefícios dos pobre. Eles não gostam de pobre.

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