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Cancelamento e posterior “descancelamento” da campanha Natal Sem Fome refletem triste momento vivido pela Ufersa

Na manhã de ontem (26) o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) divulgou nota nas redes sociais denunciando que a campanha solidária Natal Sem Fome, realizada há vários anos pela instituição de ensino e que recolhe alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade social, teria sido cancelada. Posteriormente a universidade veio a público “descancelar” o evento. 

De acordo com a nota do DCE, o cancelamento teria sido motivado pois a interventora da universidade, professora Ludmila Serafim, não teria sido convidada para a cerimônia de abertura do evento o que teria a chateado.

“Tudo começou, segundo o próprio Pró-Interventor { Paulo Gustavo, pró-interventor de Extensão e cultura} , quando a interventora entrou o contato para saber o porquê de não ter sido convidada para a abertura do evento. Ao saber que a sua imagem não era bem vinda na campanha, pelos que estavam tocando, a interventora, com todo o seu autoritarismo e arrogância de sempre, ordenou que o coordenador da ação, portanto responsável por ela, cancelasse imediatamente a organização da campanha”. Afirma a nota do DCE

A Coordenadora Geral do DCE da Ufersa, Ana Flávia Lira afirma que  a situação vivida pela campanha “Natal sem Fome” reflete nitidamente o quadro vivenciado pela Ufersa pós-intervenção política federal, que alçou Ludmila Serafim ao cargo de Reitoria. Para ela, a campanha aconteceria pelo mérito e esforço da comunidade, mesmo que a reitoria bancasse seu cancelamento. 

“O descancelamento do cancelamento só se deu porque mobilizamos a comunidade acadêmica. O DCE fez uma ação com os conselheiros do CONSEPE no sentido de pedir esclarecimentos sobre o cancelamento abrupto. No mesmo sentido, houve uma movimentação feita pelo CONSUNI. Os conselheiros do CONSEPE deram o prazo de 24h para ter o retorno dos esclarecimentos. Caso não tivéssemos, iríamos fazer uma autoconvocação do CONSEPE para reverter o cancelamento da interventora. Seria mais uma derrota pra ela porque a campanha iria ocorrer de um jeito ou de outro

Nos bastidores, servidores da Ufersa confirmam o clima de desmotivação e  falta de unidade entre gestão e comunidade acadêmica. Um professor, que pediu para sua identidade ser preservada, comentou o assuntou: “Hoje na Ufersa parece que estamos pisando em ovos, tudo tem q ser dito com muito cuido para não desagradar a gestão da universidade. Percebo que muitos colegas não tem motivação para contribuir com nada que esse grupo está á frente, o clima de desarmonia e falta de democracia interna é muito forte e o grupo, por sua vez, comete trapalhadas e mais trapalhadas”.

O Portal Nordeste 360 entrou em contato com o pró-Interventor da PROEC, Paulo Gustavo, coordenador da ação de extensão da Ufersa, buscando confirmar as informações divulgadas pela DCE. O docente afirmou que não comentaria as declarações do DCE, mas, por meio de nota, apresentou uma versão alternativa para o cancelamento e posterior “descancelamento” da campanha. Apesar de não confirmar o que disse a entidade estudantil, o assessor deixa claro que de fato houve rejeição (ou não adesão) à participação por parte da comunidade, na campanha deste ano.  Ele afirmou:

“Prezados(as),

Compreendo o sentimento que todos tiveram ao receber a notícia do cancelamento da campanha.

Este ano a PROEC foi incumbida de organizar a campanha Natal sem Fome, e quando eu recebi tal atribuição aceitei, mas sabia do grande desafio que seria coordenar uma ação desta plenitude. No decorrer do processo de planejamento passamos por algumas dificuldades, dentre elas a não adesão de pessoas como voluntários em quantidade suficiente em alguns setores da Universidade. Fiquei receoso em não conseguir obter o êxito que teve a campanha do ano passado.

 A gestão superior ao tomar conhecimento da não adesão à campanha por razões que não se coadunam com o espírito de solidariedade, decidiu pelo cancelamento pois esta não deve ser a motivação de uma iniciativa desta natureza.  No entanto, após essa decisão tivemos uma surpresa muito positiva, diversas pessoas se manifestaram no intuito de colaborar, somando-se com aquelas que já tinham se voluntariado, de maneira que a campanha será restabelecida.

Aproveito a oportunidade para pedir apoio a comunidade Ufersiana para juntos superarmos a arrecadação de 18 toneladas conquistadas em 2020.

 Esta campanha é institucionalizada, e independentemente de qualquer coisa o fazer o bem deve transcender qualquer tipo de questão.

 A campanha é uma ação de solidariedade da Ufersa e conta com a participação voluntária de todos!”

Nota do Nordeste360 – Nesta reportagem e em qualquer outra que aborde a situação da Ufersa, iremos nos referir a Ludmila e seus assessores como “Interventora” e “pró-interventores”. Em nossa concepção houve uma intervenção política dentro da universidade que desrespeitou a vontade da comunidade e determinou, de forma biônica, quem deveria assumir os cargos administrativos da instituição. 

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